CIBSint recebe novo espectrômetro de massas de alta resolução

Postado por: Beatriz

Equipamento adquirido com recursos da Finep amplia a infraestrutura do INQUI-UFMS para pesquisas em síntese orgânica, produtos naturais, bioprospecção e ciências ômicas

O Centro de Pesquisa e Inovação em Bioprospecção e Síntese de Produtos para a Saúde Humana e Animal (CIBSINT-INQUI) da UFMS recebeu um espectrômetro de massas de alta resolução LCMS-9050 Q-TOF, da Shimadzu. O equipamento foi adquirido com recursos da Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT/Centros Temáticos 2023, a partir da aprovação do projeto “CIBSINT”. Este projeto temático tem como coordenadores a Profa. Maria Ligia Macedo (FACFAN) e o Prof. Adilson Beatriz (INQUI).

A nova infraestrutura ampliará a capacidade analítica do Instituto de Química em pesquisas nas áreas de síntese orgânica, química medicinal, produtos naturais, bioprospecção, metabolômica, lipidômica e outras abordagens das ciências ômicas.

Tecnologia para análises de alta complexidade

O LCMS-9050 integra cromatografia líquida e espectrometria de massas de alta resolução do tipo quadrupolo-tempo de voo, conhecida como Q-TOF. A tecnologia permite determinar massas moleculares com elevada precisão, obter informações estruturais por meio de experimentos de fragmentação e analisar amostras químicas complexas.

Na síntese orgânica e na química medicinal, o equipamento poderá ser utilizado na confirmação da identidade de moléculas, investigação de intermediários, produtos de reação e impurezas. Em produtos naturais e bioprospecção, permitirá ampliar a caracterização química de extratos de plantas, fungos, bactérias e outros organismos.

O sistema também terá papel importante em estudos de proteômica, metabolômica e lipidômica, nos quais é necessário detectar e comparar grande número de metabólitos presentes em sistemas biológicos.

Pantanal e Cerrado

Para o coordenador do CIBSint, professor Adilson Beatriz, a incorporação do equipamento representa um avanço estratégico para a pesquisa desenvolvida na UFMS e para a investigação da biodiversidade de Mato Grosso do Sul.

“O LCMS-9050 coloca à disposição dos nossos pesquisadores uma ferramenta analítica de altíssimo nível, capaz de atender desde a síntese e caracterização de novas moléculas até estudos avançados de metabolômica e bioprospecção. Para Mato Grosso do Sul, isso tem um significado ainda maior porque estamos em uma região que abriga dois patrimônios extraordinários de biodiversidade, o Pantanal e o Cerrado. Conhecer essa biodiversidade em nível molecular, identificar novos metabólitos e transformar esse conhecimento em inovação exige infraestrutura científica de ponta”, afirma.

A biodiversidade regional constitui uma das principais frentes de pesquisa do CIBSint. Plantas e microrganismos associados aos biomas Pantanal e Cerrado podem produzir uma ampla diversidade de metabólitos ainda pouco estudados, alguns deles com potencial para aplicações nas áreas de saúde, biotecnologia e agricultura.

Segundo Adilson, a nova infraestrutura contribuirá para que uma parcela maior dessas investigações possa ser realizada na própria Universidade.

Quanto maior for nossa capacidade de compreender a composição química e o metabolismo dos organismos do Pantanal e do Cerrado, maiores serão as possibilidades de transformar conhecimento científico em novos produtos, processos e tecnologias. Esse equipamento amplia significativamente nossa capacidade de realizar esse trabalho dentro da UFMS”, ressalta.

Infraestrutura multiusuária

Espectrómetro de massa LCMS-9050 Q-TOFO LCMS-9050 deverá atender projetos desenvolvidos no CIBSint e também apoiar pesquisas de outros grupos da UFMS e de instituições parceiras. A proposta é fortalecer o caráter multiusuário e interdisciplinar da infraestrutura, favorecendo projetos cooperativos e novas parcerias acadêmicas e tecnológicas.

Além das atividades de pesquisa, o equipamento contribuirá para a formação de estudantes de graduação e pós-graduação, capacitação de pesquisadores e técnicos e desenvolvimento de projetos em colaboração com instituições brasileiras, estrangeiras e empresas.

Para o coordenador, investimentos desse porte têm impacto direto na capacidade científica da Universidade.

Infraestrutura científica dessa natureza muda o patamar de uma instituição. Ela permite responder perguntas que antes dependiam do envio de amostras para outros centros, acelera projetos, favorece a formação de recursos humanos altamente qualificados e cria novas possibilidades de colaboração. É um investimento que terá repercussões por muitos anos na ciência produzida pela UFMS e em Mato Grosso do Sul”, destaca.

Investimento em pesquisa e inovação

A aquisição do equipamento integra o projeto “CIBSINT” aprovado na Chamada Pública MCTI/Finep/FNDCT/Centros Temáticos 2023, voltada ao fortalecimento e à expansão de centros nacionais de pesquisa com infraestrutura científica de alto nível.

Com a introdução do LCMS-9050, o CIBSint-INQUI potencializa a conexão entre síntese química, bioprospecção, biodiversidade, biotecnologia e ciências ômicas, aperfeiçoando investigações para a descoberta e o desenvolvimento de moléculas, biomoléculas e tecnologias de interesse nas áreas de saúde humana e animal, agricultura e outros setores estratégicos.


Texto aprimorado por IA.